História da relojoaria

Seiko Turtle: por que esse clássico nunca sai de moda?

Por Juliano Gonçalves

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Poucos relógios são reconhecidos apenas pelo formato da caixa. O Seiko Turtle pertence a esse grupo. Sua silhueta arredondada, que lembra o casco de uma tartaruga, nasceu de uma lógica funcional e se transformou em identidade.

A história moderna do Turtle está ligada aos mergulhadores Seiko 6306 e 6309, lançados na segunda metade dos anos 1970. A caixa almofadada protegia a coroa, distribuía o volume no pulso e oferecia presença sem depender de linhas agressivas.

Uma história que atravessa o tempo

Esses relógios foram usados durante anos como ferramentas acessíveis, resistentes e fáceis de reconhecer. O tempo transformou modelos produzidos em grande escala em objetos de coleção, especialmente quando exemplares originais bem preservados começaram a desaparecer.

Em 2016, a Seiko recuperou a arquitetura com a família SRP. A reedição manteve a personalidade do antecessor, acrescentando construção contemporânea, resistência à água de 200 metros e o calibre automático 4R36.

O sucesso do Turtle não depende apenas da nostalgia. Ele continua desejado porque entrega conforto, legibilidade e uma caixa que não se confunde com nenhuma outra. É um relógio que envelheceu sem perder a função — e que prova que um bom desenho pode sobreviver a gerações.

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